
O trabalho é fruto de pesquisa sobre a trajetória familiar da autora, que se valeu de procedimentos do teatro documentário, como o Biodrama, para a criação. A performer narra a jornada de sua família materna, camponeses que partem do sul de Minas Gerais, no início do século XX, rumo ao oeste paulista em busca de melhores condições de vida, seguindo a marcha do café com toda a violência étnica, cultural e ecológica que ela gerou, até migrarem para as periferias da capital de São Paulo. Neste percurso, se revela como a violência colonial, ainda atuante no século XX, gerou apagamentos e silenciamentos das ancestralidades e conhecimentos de povos indígenas nesta família.
Onde: Palco de Arte
Rua Cel. Manoel Alves, 22 - Fundinho
Quando: 30/05 – 19h30
Ingressos: 20 e 10 (meia) na bilheteria do teatro
Ficha técnica:
Criação e atuação: Mara Leal
Arte, edição de imagem: Rafael Michalichem
Iluminação: Camila Tiago
Imagem e som: Rafael Patente
Registro: Thaneressa Lima
Colaboradores: Eduardo de Paula, Lara Dau Vieira, Marcelo Camargo e Paulina Caon
Duração: 70 minutos
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